sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ué!

Você ainda vem aqui? Pra quê?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tâmisa portenho (ou momento turista)


Não é em Londres nem no Rio, mas em Buenos Aires. Mais precisamente em Puerto Madero, no Rio da Prata. É como estar à beira do Tâmisa (ou do Sena) latino-americano, em suas devidas proporções, é claro. Mas não é uma graça?

domingo, 10 de agosto de 2008

Jokerman

Ok, não tem nada a ver com Londres ou Rio de Janeiro, mas foi Lusoca quem me mandou, então vou postar aqui.

terça-feira, 29 de julho de 2008

From Ipanema


Cartão postal é "O Cat'so" (ou os efeitos do álcool sobre a sua logomarca).

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Non-suspicious

Em Hampshire, um sujeito foi encontrado morto, decapitado por uma serra elétrica. A polícia da rainha, no entanto, acha tudo muito natural.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

English Class - Lesson One

Starring Big Phil. Please listen.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Madame Natasha

Recebi mensagem da PUC, falando sobre novo um curso de especialização:

A PUC-Rio está oferecendo o curso de especialização Leitura: Teoria e Práticas na Gávea em Agosto. Com vagas limitadas, o objetivo é oferecer o aprimoramento da leitura - através de enfoque interdisciplinar - do entorno, do mundo e da letra, com ênfase no ato de produção de sentido numa sociedade que perdeu os referenciais universais.

Um curso de leitura que "criptografa" as próprias mensagens já começa mal. Fico curioso pra ver como é em Londres.

sábado, 7 de junho de 2008

Assobio só atrapalha

O que pra nós brasileiros seria um habito dos mais inofensivos, aqui Reino Unido pode ser um problema. De acordo com a BBC, a empresa britânica de construção civil George Wimpey proibiu os seus pedreiros de assobiar para as mulheres que passam pelos canteiros de obras.

A materia diz que "de acordo com a empresa, a tradicional "cantada" dos pedreiros que assobiam para mulheres que passam pelas obras pode afastar um tipo sofisticado de compradoras de imóveis que se sentem incomodadas com a atitude." O interessante eh que o diretor de vendas da empreiteira disse que alem de tudo, o assobio está fora de moda. De acordo com a reportagem, os pobres assalariados "concordaram" com a determinacao.

Mas o problema nao fica só no ambito comercial ou comportamental. Eh meteorológico também. Segundo a BBC, um supersticioso povoado escocês (Portsoy) proibiu seus habitantes de assobiar durante um mês, em uma tentativa de assegurar o bom tempo para um festival de embarcações, marcado para o fim do mês. O presidente do festival explica a medida:

"Não há problema nenhum em cantar, mas nada de assobios. No ano passado, o clima estava fantástico no sábado, mas no domingo tivemos chuvas torrenciais. Me lembro perfeitamente de escutar assobios na noite de sábado. Talvez tenham sido moradores de Portsoy", disse Goodyear."

Isso é que é gente precavida.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Gente surtada

Se em Londres a lei persegue os bêbados, no Rio os fumantes se dizem cada vez mais marginalizados. O mais-que-eleito-já-vai-tarde prefeito César Maia decidiu proibir o consumo de cigarro em locais públicos fechados. O que o povo fumante fez? Foi todo mundo fumar na rua, na noite mais fria do ano, a metros de distância dos amigos não-fumantes, que aproveitavam os seus ambientes cativos nunca vistos com ar tão límpido.

Em uma casa noturna, onde é velho o embate entre não-fumantes e fumantes (e simpatizantes), a proibição acabou subitamente às três da matina, quando todos os cancerosos sacaram triunfalmente de seus bolsos a droga mais desejada da noite. Daí em diante, tudo ficou meio turvo. Para uns, a sensação de catarse; para outros, sufocamento e muita indignação. No final das contas, fumantes ativos e passivos devem ter ingerido mais fumaça em duas horas do que em seis horas de noitadas normais (até maio de 2008).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Gente animada


Se no Brasil tudo acaba em pizza, aqui em Londres tudo comeca com deboche. O recem-eleito prefeito de Londres decidiu proibir o consumo de bebida alcoolica no metro. O que o povo fez? Foi todo mundo beber no metro até o ultimo segundo antes de a lei entrar em vigor. Eh fato que alguns foram protestar, muitos foram so pra se divertir e outros nao conseguiam se lembrar. Mas a festa evidentemente acabou em confusao. Segundo a BBC, quatro motoristas, três funcionários e dois policiais alegaram ter sido agredidos por usuários. Algumas pessoas foram presas e a estacao de Liverpool (essa ai do lado) foi fechada por superlotacao o que causou um caos no sistema.

Gigante amarelo


A Tate é a única coisa que me dá alegria em tempos de prova. Nas minhas mais ousadas escapadas dos textos sobre terrorismo, tortura e genocidio, eu atravesso a rua e vou até lá. Na última vez, me deparei com grafites gigantescos na fachada. O que aparece ai do lado é dos irmaos Gustavo e Otávio Pandolfo (os mesmos que grafitaram um castelo chique na Suíca). Daqui a 3 meses todos eles serao apagados.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Relativizando

Não digo que esses ingleses são estranhos? Olhem só o que saiu no Blue Bus!

A apresentadora da BBC Kirsty Wark recebeu criticas de telespectadores por conta da escolha do figurino usado durante a apresentaçao de um boletim no Festival de Cinema de Cannes. Vestia um tubinho preto, deixando a mostra parte das coxas. Segundo o Daily Mail, entre as reclamaçoes do publico, um espectador disse que o vestido era "muito curto para uma mulher da idade dela" (!).



Eles chamam isso de curto? Ora, gentlemen, tudo é questão de relativizar! Que tal um bom termo de comparação?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Decapitador do Leste de Londres

Tudo bem, Fausto, vc venceu. No melhor estilo mes-de-provas-na-LSE o meu post nao poderia ser outro: o decapitador do leste de Londres (minha vizinhanca, diga-se de passagem).

O moco decapita anuncios de publicidade na madugada e tem ate uma galeria de fotos no Flickr: http://www.flickr.com/photos/the_decapitator/

Rola um boato de que o "artista" morbido eh um publicitario estressado durante o dia e estaria usando a "arte" como forma de terapia. Vai saber....

Quem quiser saber como trabalha o decapitador misterioso, tem um video dele em acao no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=1IfGjXibDQs.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mind the gap!

Lusoca placidamente sentada num vagão do metrô, lendo um livro distraidamente ao lado do Alien e do Predador?

Sim, é possível, e a prova está aí ao lado.

São atores fantasiados, promovendo o filme que reúne essa dupla de campeões de beleza.

Uma prova de que Londres pode ser bizarra.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Volt(a)

Isto aqui anda com cheiro de mofo.

Vim passar um pano, dar um brilho, mas falta movimento, falta uso, falta atrito.

Nem Lusoca, que tem andado às voltas com estranhos alarmes de incêndio, lunáticos CDFs e um surto de gregos surtados. Nem ela se atreve a contar aqui suas desventuras em tempo de provas. Mind the gap, I say.

E o silêncio impera como um haicai de fim de noite num pub londrino.

Alta voltagem

Ampère
O silêncio impera
Say watt?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Senso de humor britanico

Parece que aqui a mídia tem tradicao de publicar matérias pra enganar os leitores e telespectadores mais desavisados. A BBC nao fica de fora. A primeira vez que a emissora fez isso foi em 1957 com um documentario sobre uma plantacao de espaguete. Parece que foi transmitido num programa super sério (até entao).

Vale a pena ver o vídeo:

http://news.bbc.co.uk/player/nol/newsid_7180000/newsid_7185500/7185593.stm?bw=bb&mp=wm&news=1&bbcws=1

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Imparcialidade no jornalismo mineiro

Na faculdade, eu aprendi que deveria ser imparcial - preceito básico do jornalismo (será?). Porém, não lembro de ter visto este exemplo nos tempos de UFF. Leiam, aprendam e se divirtam! Não deixam de notar a total "ausência" de adjetivos. rs

Ah, esse release foi mandando pelo assessor de imprensa do Villa Nova, de Minas Gerais, aos jornalistas esportivos do estado.

Ricardinho 'pipoca' e é mandado embora do Villa Nova

O atacante Ricardinho, 24 anos, não faz mais parte do Leão do Bonfim.
O jogador recebeu uma proposta indecorosa do Ipatinga F. C., aceitou
prontamente e foi desligado do elenco alvirrubro pelo presidente João
Bosco Pessoa. Tal como Judas Iscariotes, que se vendeu por 30
dinheiros para entregar Jesus Cristo aos judeus, Ricardinho aceitou
receber R$30 mil para assinar um pré-contrato com o clube do Vale do
Aço às vésperas da última rodada da Primeira Fase do Campeonato
Mineiro.
Na negociata espúria, acertada nas catacumbas da traição durante a
quinta-feira, há uma cláusula que impede a participação do atleta na
partida de domingo entre Ipatinga X Villa Nova. Dócil aos encantos do
dinheiro sujo da corrupção, Ricardinho aceitou prontamente a condição.
Ao descobrir a manobra, a diretoria do Leão mostrou a porta da rua
para esse profissional mau caráter.
Contratado pelo Villa Nova como uma das principais aquisições para a
disputa do campeonato Mineiro, Ricardinho, o fariseu, teve uma
passagem apenas discreta pelo Castor Cifuentes. Foram somente sete
jogos e míseros quatro marcados. Um problema crônico no púbis retirou
o jogador de várias partidas. O atacante chegou a Nova Lima com a fala
de ser o Rei do Drible, mas sai pelas portas dos fundos do clube como
o verdadeiro Rei da Pipoca. O Villa Nova, próximo de completar o
primeiro centenário de fundação, é muito maior do que esse calhorda
venal.
Outras tentativas de compra

O traidor Ricardinho não foi o único jogador do Leão a receber
sondagens pornográficas. O goleiro Glaysson, exemplo de profissional e
de respeito à camisa gloriosa do Villa Nova, também foi alvo de duas
investidas indecentes. Na primeira delas, os corvos que infestam o
futebol mineiro propuseram pagar R$15
mil para o goleiro simular uma contusão e não viajar para Ipatinga.
Glaysson rechaçou na hora essa propositura, momento em que o suborno
subiu para R$30 mil e mudou de patamar: o goleiro teria, então, de
entrar em campo e deixar entrar alguns gols do Ipatinga. Os frangos em
Minas estão valendo muito...
Glaysson comunicou na hora à diretoria a tentativa de suborno e foi
treinar normalmente, numa demonstração de hombridade que só os
verdadeiros profissionais são capazes de fazer. O goleiro estará em
campo no domingo, como já fez em outras 63 oportunidades, pronto para
honrar a camisa que veste.
O Villa Nova Atlético Clube lamenta profundamente esses dois episódios
e espera que as autoridades constituídas em Minas Gerais apurem com
rigor os fatos e punam com severidade aqueles que querem fazer do
esporte um mercado persa. Não é sem motivo que a
instituição nova-limense vai comemorar 100 anos de glória em vermelho
e branco no mês de junho: não há nada que desabone o clube ao longo
dessa trajetória vitoriosa. O Leão nunca precisou comprar jogador
adversário para escapar de rebaixamento."

JORN. WAGNER AUGUSTO
ASSESSOR DE IMPRENSA E HISTORIADOR DO
VILLA NOVA ATLÉTICO CLUBE

terça-feira, 8 de abril de 2008

Pelos ares

Pois não é que a União Européia liberou o uso de celulares em aviões? Horror dos horrores, meu deus!

Agora, imaginem Lusoca a bordo de um British Airways que cruza o continente. Digamos que ela tenha resolvido fazer uma complexa pesquisa, sei lá, em Estocolmo, no Cokeirandson. Ao seu lado, senta-se um jovem executivo britânico portando um potente celular. Eis que o telefone toca, o mancebo atende e começa a discutir negócios em alto volume. Um filme começa a ser exibido para os passageiros, mas que importa? Ela nem consegue escutar.

Logo atrás, um sueco que retorna de suas férias em. digamos, algum lugar ermo da Escócia desanda a falar com a família. Conta casos, ri alto, briga com a mulher e faz as pazes. E o pior: Lusoca não entende uma palavra do que ele diz. A comissária nota seu desespero e se aproxima. Pergunta: "May I help you, ma'am?". Ela sacode a cabeça, trêmula: "No, no, thanks!".

O cansaço toma conta de todos, o sono vem. O sueco e o britânico já encerraram o expediente (e as baterias). Lusoca desliga seu monitor e tenta relaxar, aliviada.

Do fundo da aeronave, porém, surge um som alto, esdrúxulo e intermitente: é o aparelho de um universitário paquistanês desgarrado do seu grupo de quatro ou cinco estudantes - todos instalados nos primeiros assentos. São estes que agora aproveitam para sacanear o amigo que ficou lá do outro lado. Gargalham, falam alto e dizem coisas incompreensíveis enquanto um senhor calvo e de bengala em punho lhes faz ameaças.

Desolada, Lusoca levanta-se e parte, como que hipnotizada, em direção à saída de emergência.

sábado, 5 de abril de 2008

Sem rotina

Desde segunda-feira, vulgo dia 31 de março, eu sou uma pessoa sem emprego. Sim, sim! Não resisti ao anonimato e virei estatística! rs Sim, sim! Continuo fingindo que está tudo bem pra ninguém me mandar direto pro Pinel.

Atravessar pela última vez a passarela 6 da Avenida Brasil teve um gosto todo especial... amargo! Eu, que sempre reclamei de trabalhar no meio do Complexo da Maré, percebi que sentiria falta das compras ilegais no Passarela Shopping e de jogar conversa fora com a tia que não vendia cigarro falsificado. Parei no meio da passarela, olhei para um lado, para o outro, era um belo dia de sol, e meu coração simplesmente se contorceu no meu peito... total surpresa.

Apesar de ser 1° abril, não estava mentindo como a maioria das pessoas que trabalhavam comigo achavam. Despedidas são ruins, muito ruins. Bobas, feias e chatas! O lado bom da coisa (sim, teve lado bom) foi perceber que eles gostavam de mim (ou pelo menos fingiram muito bem) e que eu faria falta também. Não, eu não gostava do meu trabalho e por este ângulo eu sinto um alívio. O que me preocupa é que neste mundo capitalista não ter dinheiro é um problema gravíssimo. E é isso que tem tirado meu sono nesses primeiros dias de estatística.

Minha conclusão por hora é que o Jornal Nacional mentiu pra mim! Eles disseram que o número de empregos com carteira assinada aumentou! Como assim??? Em que área? Em que lugar do país? Na minha área, pelo o que eu sei, nada disso está acontecendo! Qual problema do mercado de trabalho com os jornalistas??? Nós somos legais! Eu sou legal!

Mas, como nem tudo está perdido, nós sempre temos a família para dar Aquela força. Mais uma vez, depois do mundo ter caído na minha cabeça, minha família estava lá para segurar minha mão. É, eu estou falando de vocês, família Rets (pra mim sempre seremos Rets)! E mais uma vez, eu fiquei emocionada ao ver a mesa cheia, as pessoas rindo, contando as mesmas piadas... eu me senti em casa! E era tudo o que eu precisava. Tudo mesmo! E por alguns instantes, eu me enganei pensando que no dia seguinte estaríamos todos na Guilhermina Guinle, 272, 6° andar...

A vida pode tomar rumos tortos, mas ela não muda o que vai no coração. Amo muito vocês! Obrigada por tudo e mais um pouco. =) E até a pizza na casa do Kiko!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rotina

Deixei as aulas de yoga e de dança, as sessões de psicanálise, os cursos de idiomas e de sociologia e outras atividades de mocinha fina para me dedicar ao mundo pouco inspirador das academias de ginástica. E, mais recentemente, troquei a companhia dos jovens sarados do Jardim Botânico pela companhia das senhoras bem dispostas da Curves. Tudo isso, é claro, para me adaptar melhor às mudanças de horário e percurso no meu dia-a-dia.

É que a Curves, não por acaso, é a opção de atividade física mais perto da minha casa (é praticamente só atravessar a rua). Trata-se da “maior franquia de fitness do mundo”, com mais de 10 mil unidades em diversos países, segundo o site. O sucesso está no modelo de exercícios que promete todos os resultados de uma academia convencional em apenas 30 minutos, três vezes por semana.

Antes de me matricular, liguei para marcar uma avaliação. “Curves. Bom dia! É muito bom estar com você” ou algo parecido, disse a moça que me atendeu. O excesso de lilás no ambiente, que colore desde as paredes até os aparelhos de resistência hidráulica, foi uma das coisas que me impressionaram à primeira vista. Mas achei melhor não pensar muito e fiz logo um pacote promocional de um ano.

Nos dois primeiros dias, os 30 minutos passaram muito rápido. No terceiro dia - surpresa! - fiquei bastante cansada. Comecei a pensar que eu enjoaria dos exercícios e das músicas (ouvi até Brown Sugar dos Stones em ritmo de “bate-estaca”) muito antes do que eu previa. Mas eis que a minha professora, muito simpática (de verdade!), me recepciona na última aula com um karaokê no meio do circuito, que permanecerá por algum tempo para alternar com os aparelhos. A participação no karaokê vale um dinheiro de mentirinha, que eu poderei juntar e trocar algum dia por uma camisa ou um boné da academia. Não vejo a hora de conferir que música vou cantar na próxima aula.

quinta-feira, 27 de março de 2008

O jogo!

Bom, como muita gente ja sabe, eu ainda nao tinha postado aqui (ate semana passada sequer tinha lido! Oh!). Mas nada melhor do estar em London pra contar meus "ais" e o que meu eye ve.

E, pra comecar, ironicamente, vou eh falar de Brasil! Ontem foi o jogo comemorativo dos 50 anos da primeira Copa do Mundo ganha pelo Brasil. E o jogo foi contra o mesmo adversario - Suecia - no estadio do Arsenal. Pra chegar (tem metro ate la) tava dificul, pois beeem cheio.

Luisa - que chegou um pouco mais tarde - contou que num certo momento os trens do metro deixaram de parar em algumas estacoes (quase chegando na do estadio) e o "motorista" explicou no alto-falante a quem estava dentro: "Senhoras e senhores, como voces sabem, hoje tem um jogo no estadio do Arsenal, e por isso *nao* vamos parar em algumas estacoes. O Brasil vai jogar e, voces sabem, quando eh o Brasil que esta jogando, eh o Brasil que esta jogando". Nao eh o maximo?

Bom, entao jogo muito crowded, gol muito beautiful do Alexander the Duck (como apelidou meu bom amigo Fausto) e torcida muito cheerful. Alias, tvz o melhor da coisa toda tenha sido o espetaculo da torcida. Brasileiro eh barulhento e animado em qq lugar, pissionante! Entao, eis o que os meus eyes viram, minhas pernas acompanharam e os brasileiros provocaram.








terça-feira, 25 de março de 2008

Política de inclusão

















Negro, cego, usuário de drogas, infiel. Mais alguma coisa? Será que o futuro é NY?

Neve(r)

Imagino que tenhamos em breve notícias frescas (talvez geladas) dos nossos personagens londrinos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ela veio!

Quando ninguem mais acreditava (só eu) a neve chegou. Só que inusitadamente no comeco da primavera....

sábado, 22 de março de 2008

Tibet

Hi,

I just signed an urgent petition calling on the Chinese government to
respect human rights in Tibet and dialogue with the Dalai Lama. This is
really important, and I thought you might want to take action:

http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/98.php/?CLICK_TF_TRACK


After nearly 50 years of Chinese rule, the Tibetans are sending out a
global cry for change. Violence is spreading across Tibet and
neighbouring regions, and the Chinese regime is right now making a
crucial choice between tougher crackdown or dialogue.

President Hu Jintao needs to hear that "Made in China" exports and the
upcoming Olympics in Beijing will have the support of the world's people
only if he chooses dialogue. But it will take an avalanche of global
people power to get his attention. Click below to sign the petition -
in just 3 days, the campaign is almost half way to the goal of 1 million
signatures!

http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/98.php/?CLICK_TF_TRACK



Thank you so much for your help - forward this email to friends!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Saudosismo


Aproveitando o momento nostalgia da Duda e o fato dela não postar nada por aqui ou nem ao menos se dar ao trabalho de ler o blog que ela incentivou a criação, posto uma foto da galera que eu amo de paixão. Tenho até outras, mas essa é a melhor de todas.

Sem comentários

O texto não é meu, mas é interessante. Realista. Eu estou com preguiça e atrasada pro próximo "vôo" pra Faixa de Gaza carioca. E como o Fausto mandou (sim, ele é meu chefe eterno!): Sem comentários! rs

Cem Marias para cada Madeleine
por Natalia Viana, Caros Amigos

Esse texto poderia começar de muitos jeitos, mas acho que o melhor é começar pelo sábado, 26 de janeiro de 2008. Eu, sentada ao lado do editor do jornal britânico Independent, onde trabalhei durante alguns meses, anunciava minha saída e aproveitava para perguntar se a eles interessariam reportagens free-lancer sobre a América do Sul, que eu poderia fazer quando voltasse. A resposta:
- Olha, ainda vale a velha regra: mil peruanos equivalem a 10 franceses. Então é assim, se tiver um acidente, um desastre muito grande...
A frase não me surpreendeu. Não foram poucas às vezes, ao longo desse ano e meio vivendo em Londres, em que ouvi jornalistas me dizendo claramente que à imprensa inglesa não interessa a América Latina. Mas ela apontou para uma coisa seriíssima que está acontecendo com o nosso próprio jornalismo internacional. Explico.
Com a falta de dinheiro na maioria das empresas de mídia no Brasil, e ao mesmo tempo com o advento da internet e dos canais de notícias 24 horas, a notícia internacional, se antes era mercadoria, agora virou mercadoria baratíssima.
Para preencher tanto espaço em branco, em tão pouco tempo, os veículos optaram pelos serviços das agências internacionais, um punhado de empresas – todas sediadas em países ricos – que dizem ao mundo todo o que é notícia e o que não é. Assim, a Reuters, de origem alemã e sede em Londres, a CNN americana, a AFP francesa, a BBC inglesa – financiada, não por acaso, pelo Ministério do Exterior britânico – difundem a sua visão de mundo, a sua própria cultura e o seu jeito de fazer jornalismo.
Não é negativo o advento das agências de notícias. É fantástico poder ter informações rápidas de vários cantos do globo com um grau razoável de confiabilidade. O problema é como o nosso jornalismo internacional tem cada vez mais se baseado apenas no que dizem essas agências.
Funciona assim: o repórter de uma agência escreve a matéria, entrevistando essa e aquela pessoa que considera relevante. Seu texto então é editado por alguém na sede, invariavelmente em um país do norte, e checado contra as informações de outra dessas agências. Se há um serviço em português, os redatores terão que simplesmente traduzir a notícia, e assim ela chega a nós.
Hoje, no caso do Brasil, é cada vez mais comum que as publicações diárias usem esses mesmos relatos, vindos de diferentes agências, para compor a reportagem que virá na edição do dia seguinte. O mesmo acontece com as revistas e com os canais de notícia da TV.
Há exemplos chocantes, como o fato de muitas informações que lemos sobre a América do Sul terem sido coletadas por repórteres americanos, ingleses, franceses, enviados para a Europa e traduzidas antes de serem reescritas para o nosso consumo. Estamos, na prática, terceirizando a nossa visão sobre o mundo.
Um dos tristes resultados desse novo modelo é a morte lenta e dolorosa da figura do nosso correspondente internacional. Há ainda ótimos correspondentes, claro, mas cada vez em menor número.
Os que ainda sonham testemunhar e reportar coisas significativas que acontecem no mundo têm que se contentar com um pagamento magríssimo. Em conseqüência, sou testemunha da explosão de novos tipos de jornalistas até então inéditos, como a correspondente-e-garçonete, correspondente-e-carregador-de-malas, correspondente-e-babá. Sendo, sempre, o subemprego o trabalho principal e o jornalismo quando se tem tempo.
É o colonialismo noticioso: embora a globalização tenha trazido melhores relações internacionais para o Brasil, com negócios, turismo, imigração, etc, estamos aceitando sempre a versão da história que nos está sendo contada pelas agências, condizente com a sua linha editorial, e, mais a fundo, com os seus preconceitos.
Um bom exemplo foi a avidez com que a imprensa brasileira acompanhou o sumiço da menina inglesa Madeleine MCcann, em Portugal, no ano passado. Por aqui, a cobertura foi obsessiva, pra pegar leve. A cada dia novos detalhes, na maioria infundados, apareciam e eram reproduzidos incessantemente por sites brasileiros, canais de TV e até jornais. Engolimos sem refletir que, na balança das agências globais, a vida de uma linda menininha inglesa sempre vai valer mais do que cem Marias brasileiras.
Foi isso que me veio à cabeça ouvindo a resposta do colega do Independent. Antes de agradecê-lo pela honestidade – e ir embora com o rabinho entre as pernas – respondi:
- Claro, mil peruanos valem o mesmo que dez franceses, ou uma Madeleine.
Ao que ele consentiu com a cabeça e um sorriso sem-graça.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Em síntese

OK! Então há espíritos no meu guarda-chuva, no meu armário e nos espelhos da minha casa (tenho vários, aliás. Um deles vai quase do teto ao chão e está, veja você, na porta de um armário).

Fosse eu um espírito-de-porco e diria que a sua amiga oriental está de sacanagem, Lusoca. Mas isso talvez seja reflexo do meu estado de espírito. Reflito: que imagem, afinal, você está querendo pintar da sua colega?

Mas chove lá fora, já anoiteceu, os armários me olham de uma maneira estranha e talvez seja melhor ir embora. Pensarei nisso a caminho de casa, sob o guarda-chuva.

Espíritos

Diálogos com a coreana - parte I

- Uma amiga tá voltando pro Brasil e nós ganhamos um espelho de presente!
- Espelho... humm.... grande?
- Enorme! Dá pra ver o corpo todo! A gente vai poder se vestir e se olhar no espelho!
- ....
- Vc nao quer o espelho?
- Eh pq eu tenho medo de espelhos...
- Como assim???
- Por causa dos espíritos do espelho...
- E como vc faz com o espelho do banheiro?
- Quando anoitece eu nao olho mais pra ele.
- Tá bem. Vou trazer o espelho e todo dia as 18h a gente vira ele ao contrário.

Diálogos com a coreana - Parte II

- O que vc está fazendo?
- To tentando arrumar meu guarda-chuva que quebrou de novo.
- Os seus guarda-chuvas sempre quebram, né...
- Eh.
- Mas eh bom vc tentar consertar por causa dos espíritos.
- Que espíritos????
- Do guarda-chuva...
- Tem espíritos no meu guarda-chuva???
- Na China, acredita-se que alguns objetos atraem espíritos. E o guarda-chuva atrai muitos.
- E todos os que eu joguei fora??? Os espíritos vao junto ou eles ficam sem-teto?
- Nao sei bem, mas acho que eles procuram outro objeto que atraia.
- Como o que por exemplo?
- Os armários.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Have fun

Agora imagine-se dentro de um shopping, comendo em sossego seu sanduíche com fritas na praça de alimentação, quando, não mais do que de repente...



Esses caras vivem fazendo coisas desse tipo. É um grupo chamado ImprovEverywhere. A cena aí de cima foi num shopping em Los Angeles. Ao todo, 16 loucos caracterizados como funcionários do shopping começaram a cantar de repente, pedindo um singelo guardanapo. As vozes eram amplificadas por microfones sem fio ligados no sistema de som da casa.

A propósito

Ah, Porciúncula!

Terra de Friaça, glória do noroeste fluminense! Altiva e altaneira como tem sido ao longo de toda a história!

Como é que alguém larga tudo isso pra viver naquele estranho país cortado pelo meridiano de Greenwich?

A solução é Porciúncula

Os britânicos e os norte-americanos são difícieis mas os espanhóis estão realmente me assustando. Espero que um dia eu ainda possa voltar à Espanha sem temer ser presa, expulsa ou chamada de prostituta.

***

Agora uma licencinha ao Rio, Londres, Madri e outras cidades complexas para deixar a Lusoca cheia de orgulho.

terça-feira, 4 de março de 2008

Lavando a roupa suja

Essa a Hansen, censurada pelo websense, pede para postar.

sábado, 1 de março de 2008

Sábado de todas as notas

De aniversário do Rio. De 50 anos de bossa nova. De dó pela chuva que durou toda a manhã. E até mesmo de sol, que hoje chegou tarde, talvez pra solfejar durante o show de Ipanema, logo mais.

Sábado de sol

Bossas, lugares e trilhas


Se alguém por acaso for ao show "Bossa nova 50 anos", que acontecerá hoje à noite na Praia de Ipanema, conte-me depois como foi. Não imagino nada muito animado, mas acharia no mínimo agradável prestar atenção no repertório escolhido para recordar o gênero em seu mais inspirador cenário. O ícone da bossa nova João Gilberto, que também prefere distância da plebe, obviamente não estará lá, mas seus coleguinhas Menescal e Carlos Lyra, sim. João Gilberto comemorará em alto estilo, com shows no Carnegie Hall, em Nova York, num festival de jazz na Itália e em alguns megashows em Tóquio, como contou por esses dias Ancelmo Gois. Enquanto estava em busca da batida perfeita, entretanto, o baiano João Gilberto achava que o Rio de Janeiro era o lugar certo para estar.

Bons tempos, que eu não vivi, e provavelmente não viveria, a não ser que fizesse parte da nata da sociedade carioca da época. Curto a bossa nova hoje, tempo em que embala trilhas de telenovelas e filmes internacionais descolados, como o queridinho do momento "Juno", que traz na primeira cena a voz de Astrud Gilberto cantando Tom e Vinícius.

"Juno", aliás, é fofo demais (entenda-se excessivamente).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Marxismo, imperialismo e outras coisitas


Hoje fui a Universidade de Londres para uma palestra sobre homossexualismo na Africa e no Oriente Médio. Chegando lá, descobri que aqui existem faculdades iguais as do Brasil. Parecidas, pelo menos. As paredes sao todas coloridas e com cartazes sobre encontros feministas, marxistas, socialistas, anti-capitalistas, anti-imperialistas e por aí vai. Durante a palestra, os alunos estavam desorganizadamente sentadons no chao (Nunca vi ninguem sentar no chao na LSE) e se vestiam que nem estudantes de verdade, de jeans e camiseta. Achei o maior barato.


Na saída recebi um panfleto muito interessante: Marxism 2008 - A festival of resistance. É isso mesmo, um mega festival marxista no centro de Londres. Descobri que virao vários autores, pesquisadores e jornalistas importantes do Oriente Médio e do mundo todo. O curioso é que eu nunca ouvi falar desse festival na LSE. Por esse e por por outros motivos, me dei conta que a LSE é o Ibemec daqui.


George Soros, FHC e os presidentes de todos os países da África e do Leste Europeu já passaram pela LSE nesses últimos meses. Mesmo as personalidades de esquerda que aparecem por lá estao muito bem inseridas no framework liberal-capitalista-internacional. Sao diretores de ONGs internacionais com orcamentos milionários, como Oxfam e Anistia.


Enfim, apenas alguns devaneios sobre o lugar certo pra estar. Acho que eu passei muito tempo perto da plebe...


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

À mesa

Escrito no meu prato, agora há pouco, no restaurante: "The greatest right in the world is the right to be wrong".

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Deu zebra

Gripe, febre, dor, cansaço e duas noites mal-dormidas. E o fim de semana acabou. O mundo, definitivamente, não é justo.

Lusoca, tem loteria aí em Londres? Dá pra eu fazer uma aposta transoceânica?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Eu vou


Ja tentei ir a varios jogos de futebol aqui em Londres, mas os ingressos variam entre 200 e 500 libras para os jogos de primeira linha, como Arsenal, Chelsea e Liverpool. É impagável (no melhor estilo Vicente Matheus..).


Mas eis que descubro que um amistoso Brasil x Suécia aqui em Londres está saindo pela bagatela de 30 libras. Ou eles estao subestimando a quantidade de brasileiros por aqui ou o Brasil está muito em baixa. Fico com a segunda opcao. Mas como nunca fui a nenhum jogo do Brasil, pra mim tá valendo. Sem contar que vai ser no Emirates, o estádio do Arsenal, que já vale o ingresso.


Agora é só ir em Chinatown e comprar uma camisa falsificada do Brasil porque a minha dá azar. Ninguém sabe, mas foi por causa da minha camisa do camelo da Voluntários da Pátria que o Roberto Carlos resolveu amarrar a chuteira e deixar o Thierry Henry livre pra marcar. Vou morrer carregando essa culpa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Atonement


Eu assisti e valeu a pena. No meio, fica meio lento, mas depois engata de novo. O legal foi ver no meio da segunda guerra, o hospital que eu fui atendida no ano passado: St. Thomas. Fica em frente ao Tamisa e ao Big Ben.


A vista linda ajudou a amenizar um pouco as 4 horas que eu passei la dentro tentando conseguir um raios-X. Consegui em vez disso 5 pílulas de analgésico e uma fratura na mao que demorou 5 semanas para parar de doer. Mas saúde publica é assim mesmo. Aqui ou aí.


(Agora so falta ver o Barbeiro da rua Fleet. É a rua por onde eu passo para ir a escola todos os dias)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Carnaval carioca

E o relato da Hansen ficou só na promessa. Para não passar em branco, vou deixar aqui a imagem mais divertida do último carnaval.

Em Londres não tem disso

E aqui também não tem mais. Acabei de ler em O Globo (não tem link porque é só no impresso) que morreu o tal ambulante que vendia chaveiros pelas ruas e justificava dizendo que era pra comprar um carro importado pra mulher.

Segundo a notícia, era um funcionário público aposentado que deixou mulher, dois filhos e um carro... nacional.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Na pista

No táxi, voltando pra casa no início da madrugada. O motorista discursa sobre os problemas do trânsito - uma pista do Aterro ficara fechada durante todo o dia por causa de um show evangélico.

Fala mal do prefeito, dos políticos, do povo (como se ele não fosse). Lamenta que ninguém faça nada (como se não estivesse incluído). Diz que "brasileiro tem sangue índio e negro", pra justificar a indolência e o mau comportamento (e avança sistematicamente todo sinal vermelho que encontra).

Chegamos. Pago, agradeço e saio do carro. Tudo faz sentido.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Right or Wong


A família Wong joga Tetris.

Beijo no asfalto

Notícia fresquinha do G1, que rendeu a piadinha do "Beijo no asfalto" e alguns instantes de descontração sem colete à prova de balas:

Beijoqueiro é atropelado no Centro

Ele foi atingido por um táxi.
Vítima passa por exames iniciais no Hospital Souza Aguiar.

José Alves de Moura, conhecido como Beijoqueiro, foi atropelado por um táxi na manhã desta quinta-feira (14), no Centro do Rio.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, ele foi levado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, onde passa por exames iniciais.

Brasil em marco?

Primeiro, quero esclarecer que o marco do título nao se refere a nenhum Marco pessoa física em especial mas sim ao mes das maes. Desfeito o possível mal-entendido provocado pela a debilidade do meu teclado, acabei de me lembrar de outro. Eu moro num bairro em obras. Vindo pra casa ontem a noite e desviando dos tapumes eis que me deparo com uma placa apontando para o meu prédio onde estava escrito: DIVERSION. Fiquei pensando se algum lusitando desavisado poderia adentrar no recinto em busca de alguma alegria na vida.

Enfim, o motivo do post é que é quase certo (estamos já na casa dos 85% de certeza) de que eu vá ao Brasil em marco. Sao dois os motivos: ir a praia e fazer pesquisa. Nao ao mesmo tempo, evidentemente.

Mas a pergunta que nao quer calar é onde está Maria Eduarda? Sugiro uma campanha nacional de alcance mundial.

Como este post já virou multitemático há muito tempo e este blog é pra lá de internacional, aproveito para fazer propaganda do blog de uma amiga querida: http://america-e-latina.blogspot.com/.

Trabalhando no melhor lugar do mundo

Bem, depois de muitas reclamações, resolvi contribuir pro aiai londrino.

Meu primeiro post é sobre o melhor lugar do mundo para trabalhar: Fiocruz. Além de ser super bem localizada na Avenida Brasil, a Fundação é constantemente agraciada com balas perdidas, ou melhor, doadas pelas comunidades do entorno. Um luxo na terra!

Quando vim trabalhar aqui, minha vó disse, brincando (mal sabia a pobre que o buraco era realmente mais embaixo), que me daria de presente um colete à prova de bala. Eu ri e disse que seria mesmo uma ótima opção para o Natal. Claro que no final do ano não ganhei o colete e, na verdade, nem lembrei dessa história. Mas, depois de ontem, descobri que o artigo é de extrema necessidade para quem habita Manguinhos 9h por dia.

Uma funcionária foi atingida por uma bala perdida dentro da Fiocruz. Existem várias versões para a mesma história: a pessoa atingida já foi dos dois sexos, já esteve dentro e fora do prédio onde trabalha, o tiro já foi na perna, na mão e até no traseiro. Enfim, o bochicho é enorme e está rendendo vários cafés na Infectologia. Mas, o importante mesmo, ou melhor, o mais assustador é ter idéia, de fato, do quanto estamos expostos aqui. Eu que já não gosto muito do lugar, agora estou com medo.

O ministro quer tirar a insalubridade dos funcionários. Tudo bem. Só não pode esquecer de incluir periculosidade tanto para os funcis (apelido carinhoso que os tercerizados dão para os servidores) como para os bolsistas (eu).

Vó, pode incluir o meu colete na lista de Natal! Vou precisar mesmo.

beijos e fui

The long and winding road

Hoje voltei pra casa lembrando de mim criança e pensando em quando todos nós, contemporâneos, éramos ainda pequenos e alheios ao futuro. E nem nos conhecíamos.

A Zona Sul não estava no horizonte, Rio e Londres não estavam no horizonte. Os horizontes da vida, de certa forma, eram bem outros. Nostalgia tola, sei lá...

Agora, um frio. Memória amena de uma manhã entre a Abadia de Westminster e o Palácio de Buckingham. As mãos geladas. E a lembrança que cai como uma luva.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Flashback

Acho que foi em dezembro de 2000. Ainda trabalhava no AlterNex, fazendo com o Paulo Lima o serviço de notícias do provedor, o AxNews. Lembro que durante a semana, comentando com o Paulo por ICQ (sim, era o que todo mundo usava na época) as nossas expectativas sobre a Copa do Mundo de tênis, brincamos que, se Gustavo Kuerten terminasse o ano como número um do ranking, o Brasil seria o país do tênis.

O resto a história conta. Guga foi à final, venceu e terminou o ano como melhor tenista do mundo. Era um domingo, eu via o jogo pela TV e já tinha preparado o texto enquanto assistia à partida. Faltavam o título e a chamada na home-page. Depois do ponto final, fui correndo pro computador, publiquei a matéria e subi o arquivo com a página atualizada. Ao lado da foto do Guga, a frase: "Brasil é o país do tênis".

Isso tudo me veio à mente agora há pouco, enquanto via na TV a despedida do Guga das quadras brasileiras. Comovente o nítido esforço que ele faz pra driblar a limitação física. Sente dores, qualquer um percebe. Comovente ver que ele tenta ser o que já foi, mas simplesmente não consegue. Comovente o respeito que o público e mesmo os adversários têm por ele. E emocionante ver o manezinho da ilha falando com lágrimas nos olhos, exibindo um misto de serenidade, resignação e dor: "Não é que eu não queira jogar mais. É que eu não consigo".

Guga nunca venceu em Wimbledon, templo sagrado do tênis internacional. Que importa? Tim Henman também não ganhou, e ele é britânico e gosta de jogar na grama.

Mas o brasileiro virou o "surfista do saibro", três vezes campeão no solo árido de Roland Garros, vencedor em tantos outros pisos, tantas outras quadras. E fez o país do futebol parar pra ver e tentar entender um esporte estranho em que um ponto vale 15, dois valem 30 e três somam 40.

O cara tem um carisma imenso. E, aos olhos de quem o acompanha desde o início, sempre de longe, parece um sujeito de coração e caráter.

Ficam a saudade, a recordação, o video-tape e o youtube.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

De Jean Charles ao fisioterapeuta do Leblon, um samba-provocação

Posto 12, praia cheia, rescaldo de carnaval num dia de sol e calor. E rola a confusão à beira-mar.

Diz a lenda que o guarda municipal manda um gracejo pra moça que namora o fisioterapeuta sarado. O sangue-bom não gosta e tira satisfação com a autoridade, que, depois de um bate-boca básico que não deve dar razão a nenhum dos dois, resolve enquadrar o elemento. Só que o elemento é meio grande e o guardinha, que não é bobo nem nada, chama reforços.

Chega, então, a outra margem da lei. Dois PMs, um deles com fuzil em punho, descem até a areia. O do fuzil anda e resmunga: "Vamos ver se o cara é valente mesmo!".

O cortejo de guardas-municipais e PMs entra no meio dos banhistas pra caçar o namorado ofendido, que é algemado. Gritaria, pânico, corre-corre. A namorada, pivô de toda a confusão, leva tapa na cara e coronhada. Os indignados, que foram protestar contra a "delicadeza" e o insólito da ação policial, levam um banho de gás-de-pimenta.

O cortejo segue novamente, agora em direção ao asfalto. Outro cortejo, muito mais numeroso, segue atrás, bradando contra as autoridades. Alguns filmam e fotografam com celulares (tempos modernos...).

O capítulo se encerra na delegacia, onde cada um defende o seu e todos vão pra casa com suas lembranças de um domingo na praia.

Não houve mortos. Ainda.

Mão na roda














A influência oriental tem sido considerável neste blog-ponte Rio-Londres. Mas a galera de olho puxado resolveu pegar pesado. Vejam só.

Será que deveríamos arrumar um(a) colaborador(a) japa?

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Apanha-se a domicílio

Por falar em cartazes e expressões intrigantes, me lembrei desse anúncio numa placa afixada num prédio da Rua Voluntários da Pátria. Sempre levo um susto quando me deparo com ele e depois fico alguns segundos com pensamentos terríveis, tentando imaginar o que pode ser aquilo. Mas, antes de o ônibus continuar viagem, dou uma boa olhada de novo e lembro que faz parte da propaganda de uma auto-escola. Ufa!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Fashion

O post anterior ainda não elucida qual a nova peça vermelha do vestuário de Lusoca. Mas já mostra que houve um lamentável equívoco. O que ela precisava mesmo é de uma meia-calça nova. Sendo vermelha, então, combinaria perfeitamente com o degradê dos joelhos, que vai do roxo-hematoma ao preto-necrose.

De mais a mais, fiquei surpreso com a expansão dos negócios do Sr. Wong. Tem "flango catupili" também?

Em tempo: what the hell is "wood lock"?

Medicina chinesa


Olha, eu nunca vi nenhuma placa aqui anunciado "we exchange secret". Mas vou prestar mais atencao.


Mas vamos a explicacao da foto aí ao lado. Mr. Wong, um renomado herbalista de Hong Kong, resolveu criar esse bálsamo para dores, pancadas, luxacoes, inchacos e roxos em geral. Acordei hoje e me deparei com ele na minha mesinha. Perguntei para a minha roommate: "O que é isso?", ela respondeu: "seu presente de ano novo".


(Ainda estou sem entender. Mas de qualquer forma veio bem a calhar. Caí na rua ha uns dois dias, rasguei a meia calca, o celular voou longe e quebrei meu guarda-chuva, e estou com os meus dois joelhos assutadoramente ralados, inchados e coloridos. Vai do roxo ao preto, passando por alguns tons esverdeados. Mas nao volto naquele hospital nem arrastada!)

Segredo

Enquanto tento desvendar se Lusoca comprou a calcinha ou a cueca vermelha, vou me recordando das lojas e vitrines do Centro do Rio.

Ontem à tarde, passeando (não tão) distraidamente pela Almirante Barroso, me deparo com o cartaz de um chaveiro que descrevia seus inúmeros talentos. Um deles me chama atenção: "troco segredo".

Fiquei imaginando uma senhora se aproximando ao pé do ouvido do sujeito para falar de seus pensamentos impuros com um sacristão. E o bom profissional a lhe retribuir com meia-dúzia de coisas inconfessáveis.

Será que em Londres tem disso?

Happy new year!


O ano do rato comecou. Os chineses enfeitaram Chinatown de vermelho e até eu entrei na simpatia. Tinha que todo mundo usar calcinha ou cueca vermelha. Tive que ir na Primark comprar com uma amiga, que também nao tinha. Agora é só esperar a sorte chegar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Allegro Rio


Olhar carioca.

Aleg(o)ria


London Eye.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Seaside Freddy

Sábado de carnaval em Londres. O The Guardian publica uma matéria sobre a relacao entre a Mangueira (escola de samba) e o tráfico de drogas. Até aí tudo bem. O meu espanto veio quando eles resolveram traduzir o nome de Fernandinho Beira-Mar. É isso mesmo. O jornal chama o traficante de Seaside Freddy. Assim como no Rio, tem coisas que só acontecem em Londres.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Insensatez

Há mais mistérios entre o Galeão e Heathrow do que pode supor Lusoca. Dia desses, meu chefe pediu um carro pra levá-lo até o aeroporto. A secretária faz o memorando e despacha pro setor de transporte. Passam algumas horas e toca o telefone. Eu atendo.

– Por favor, aqui é o Fulano, do setor de transporte.
– Pois não?
– É que eu recebi aqui uma requisição de carro pra transportar duas pessoas, mas ela tá confusa.
– Duas? Olha, a gente só pediu um carro pro Sr. Henrique de Marajó (o nome é fictício, claro. Até porque eu sempre quis dizer isso... hehehe).
– Pois é. Aqui diz que o Sr. Henrique de Marajó vai pro Galeão. Mas tem uma outra pessoa, o Sr. Antônio Carlos Jobim, e não diz pra onde ele vai.
– Er... uh... amigo, acho que não é bem isso. Antônio Carlos Jobim é o nome do Aeroporto do Galeão.
– ...

Eye on London's Carnaval

Se está cansado de Londres, está cansado da vida. Foi a frase que mais me marcou quando vim aqui pela primeira vez, há 12 anos. E se a vida acontece aqui, eu tinha que voltar de qualquer forma. E cá estou. So que dessa vez a impressao (nao tenho todos os acentos pq meu teclado é do UK...) está sendo bem diferente.

Descobri que os londrinos (se é que vc consegue achar algum na cidade) sao iguais aos cariocas. O humor é ditado pelo tempo. Nublado, humor cinza. Chuva, nem tente comunicacao. Sol, eles viram cariocas. Só que um pouco exagerados. Cantam e dancam nas ruas a noite. Mas só a noite porque de dia eles trabalham muito.

Sábado de carnaval e está sol em Londres. Tirando os recantos brasileiros na cidade, nada vai acontecer aqui. Nem o famoso carnaval de Notting Hill, que é so em Agosto. O curioso é que de todos os meus amigos brasileiros, só sobrou eu aqui. Todos migraram ou para o Brasil ou para algum país quente e animado da Europa para passar o carnaval. É um fenomeno que acontece todos os anos com os brasileiros dessa espécie. Ou essa espécie de brasileiros, os despatriados.

I just happen to be here, and that's ok

Em Abbey e Portobello Road, na Lapa ou à beira-mar. Em um lugar chamado Notting Hill, em qualquer outro lugar-comum, outro lugar qualquer. O mundo gira e a roda gigante se move em Londres ou em Copa.

De cima ou de baixo, nos dois hemisférios, palavras ao vento. Ou um olhar, um cisco, uma imagem, um risco. É de quem arriscar primeiro. Pra rir ou chorar. Pra matar a saudade e brincar.

Play! Pode levar a sério a brincadeira.