quinta-feira, 27 de março de 2008

O jogo!

Bom, como muita gente ja sabe, eu ainda nao tinha postado aqui (ate semana passada sequer tinha lido! Oh!). Mas nada melhor do estar em London pra contar meus "ais" e o que meu eye ve.

E, pra comecar, ironicamente, vou eh falar de Brasil! Ontem foi o jogo comemorativo dos 50 anos da primeira Copa do Mundo ganha pelo Brasil. E o jogo foi contra o mesmo adversario - Suecia - no estadio do Arsenal. Pra chegar (tem metro ate la) tava dificul, pois beeem cheio.

Luisa - que chegou um pouco mais tarde - contou que num certo momento os trens do metro deixaram de parar em algumas estacoes (quase chegando na do estadio) e o "motorista" explicou no alto-falante a quem estava dentro: "Senhoras e senhores, como voces sabem, hoje tem um jogo no estadio do Arsenal, e por isso *nao* vamos parar em algumas estacoes. O Brasil vai jogar e, voces sabem, quando eh o Brasil que esta jogando, eh o Brasil que esta jogando". Nao eh o maximo?

Bom, entao jogo muito crowded, gol muito beautiful do Alexander the Duck (como apelidou meu bom amigo Fausto) e torcida muito cheerful. Alias, tvz o melhor da coisa toda tenha sido o espetaculo da torcida. Brasileiro eh barulhento e animado em qq lugar, pissionante! Entao, eis o que os meus eyes viram, minhas pernas acompanharam e os brasileiros provocaram.








terça-feira, 25 de março de 2008

Política de inclusão

















Negro, cego, usuário de drogas, infiel. Mais alguma coisa? Será que o futuro é NY?

Neve(r)

Imagino que tenhamos em breve notícias frescas (talvez geladas) dos nossos personagens londrinos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ela veio!

Quando ninguem mais acreditava (só eu) a neve chegou. Só que inusitadamente no comeco da primavera....

sábado, 22 de março de 2008

Tibet

Hi,

I just signed an urgent petition calling on the Chinese government to
respect human rights in Tibet and dialogue with the Dalai Lama. This is
really important, and I thought you might want to take action:

http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/98.php/?CLICK_TF_TRACK


After nearly 50 years of Chinese rule, the Tibetans are sending out a
global cry for change. Violence is spreading across Tibet and
neighbouring regions, and the Chinese regime is right now making a
crucial choice between tougher crackdown or dialogue.

President Hu Jintao needs to hear that "Made in China" exports and the
upcoming Olympics in Beijing will have the support of the world's people
only if he chooses dialogue. But it will take an avalanche of global
people power to get his attention. Click below to sign the petition -
in just 3 days, the campaign is almost half way to the goal of 1 million
signatures!

http://www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/98.php/?CLICK_TF_TRACK



Thank you so much for your help - forward this email to friends!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Saudosismo


Aproveitando o momento nostalgia da Duda e o fato dela não postar nada por aqui ou nem ao menos se dar ao trabalho de ler o blog que ela incentivou a criação, posto uma foto da galera que eu amo de paixão. Tenho até outras, mas essa é a melhor de todas.

Sem comentários

O texto não é meu, mas é interessante. Realista. Eu estou com preguiça e atrasada pro próximo "vôo" pra Faixa de Gaza carioca. E como o Fausto mandou (sim, ele é meu chefe eterno!): Sem comentários! rs

Cem Marias para cada Madeleine
por Natalia Viana, Caros Amigos

Esse texto poderia começar de muitos jeitos, mas acho que o melhor é começar pelo sábado, 26 de janeiro de 2008. Eu, sentada ao lado do editor do jornal britânico Independent, onde trabalhei durante alguns meses, anunciava minha saída e aproveitava para perguntar se a eles interessariam reportagens free-lancer sobre a América do Sul, que eu poderia fazer quando voltasse. A resposta:
- Olha, ainda vale a velha regra: mil peruanos equivalem a 10 franceses. Então é assim, se tiver um acidente, um desastre muito grande...
A frase não me surpreendeu. Não foram poucas às vezes, ao longo desse ano e meio vivendo em Londres, em que ouvi jornalistas me dizendo claramente que à imprensa inglesa não interessa a América Latina. Mas ela apontou para uma coisa seriíssima que está acontecendo com o nosso próprio jornalismo internacional. Explico.
Com a falta de dinheiro na maioria das empresas de mídia no Brasil, e ao mesmo tempo com o advento da internet e dos canais de notícias 24 horas, a notícia internacional, se antes era mercadoria, agora virou mercadoria baratíssima.
Para preencher tanto espaço em branco, em tão pouco tempo, os veículos optaram pelos serviços das agências internacionais, um punhado de empresas – todas sediadas em países ricos – que dizem ao mundo todo o que é notícia e o que não é. Assim, a Reuters, de origem alemã e sede em Londres, a CNN americana, a AFP francesa, a BBC inglesa – financiada, não por acaso, pelo Ministério do Exterior britânico – difundem a sua visão de mundo, a sua própria cultura e o seu jeito de fazer jornalismo.
Não é negativo o advento das agências de notícias. É fantástico poder ter informações rápidas de vários cantos do globo com um grau razoável de confiabilidade. O problema é como o nosso jornalismo internacional tem cada vez mais se baseado apenas no que dizem essas agências.
Funciona assim: o repórter de uma agência escreve a matéria, entrevistando essa e aquela pessoa que considera relevante. Seu texto então é editado por alguém na sede, invariavelmente em um país do norte, e checado contra as informações de outra dessas agências. Se há um serviço em português, os redatores terão que simplesmente traduzir a notícia, e assim ela chega a nós.
Hoje, no caso do Brasil, é cada vez mais comum que as publicações diárias usem esses mesmos relatos, vindos de diferentes agências, para compor a reportagem que virá na edição do dia seguinte. O mesmo acontece com as revistas e com os canais de notícia da TV.
Há exemplos chocantes, como o fato de muitas informações que lemos sobre a América do Sul terem sido coletadas por repórteres americanos, ingleses, franceses, enviados para a Europa e traduzidas antes de serem reescritas para o nosso consumo. Estamos, na prática, terceirizando a nossa visão sobre o mundo.
Um dos tristes resultados desse novo modelo é a morte lenta e dolorosa da figura do nosso correspondente internacional. Há ainda ótimos correspondentes, claro, mas cada vez em menor número.
Os que ainda sonham testemunhar e reportar coisas significativas que acontecem no mundo têm que se contentar com um pagamento magríssimo. Em conseqüência, sou testemunha da explosão de novos tipos de jornalistas até então inéditos, como a correspondente-e-garçonete, correspondente-e-carregador-de-malas, correspondente-e-babá. Sendo, sempre, o subemprego o trabalho principal e o jornalismo quando se tem tempo.
É o colonialismo noticioso: embora a globalização tenha trazido melhores relações internacionais para o Brasil, com negócios, turismo, imigração, etc, estamos aceitando sempre a versão da história que nos está sendo contada pelas agências, condizente com a sua linha editorial, e, mais a fundo, com os seus preconceitos.
Um bom exemplo foi a avidez com que a imprensa brasileira acompanhou o sumiço da menina inglesa Madeleine MCcann, em Portugal, no ano passado. Por aqui, a cobertura foi obsessiva, pra pegar leve. A cada dia novos detalhes, na maioria infundados, apareciam e eram reproduzidos incessantemente por sites brasileiros, canais de TV e até jornais. Engolimos sem refletir que, na balança das agências globais, a vida de uma linda menininha inglesa sempre vai valer mais do que cem Marias brasileiras.
Foi isso que me veio à cabeça ouvindo a resposta do colega do Independent. Antes de agradecê-lo pela honestidade – e ir embora com o rabinho entre as pernas – respondi:
- Claro, mil peruanos valem o mesmo que dez franceses, ou uma Madeleine.
Ao que ele consentiu com a cabeça e um sorriso sem-graça.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Em síntese

OK! Então há espíritos no meu guarda-chuva, no meu armário e nos espelhos da minha casa (tenho vários, aliás. Um deles vai quase do teto ao chão e está, veja você, na porta de um armário).

Fosse eu um espírito-de-porco e diria que a sua amiga oriental está de sacanagem, Lusoca. Mas isso talvez seja reflexo do meu estado de espírito. Reflito: que imagem, afinal, você está querendo pintar da sua colega?

Mas chove lá fora, já anoiteceu, os armários me olham de uma maneira estranha e talvez seja melhor ir embora. Pensarei nisso a caminho de casa, sob o guarda-chuva.

Espíritos

Diálogos com a coreana - parte I

- Uma amiga tá voltando pro Brasil e nós ganhamos um espelho de presente!
- Espelho... humm.... grande?
- Enorme! Dá pra ver o corpo todo! A gente vai poder se vestir e se olhar no espelho!
- ....
- Vc nao quer o espelho?
- Eh pq eu tenho medo de espelhos...
- Como assim???
- Por causa dos espíritos do espelho...
- E como vc faz com o espelho do banheiro?
- Quando anoitece eu nao olho mais pra ele.
- Tá bem. Vou trazer o espelho e todo dia as 18h a gente vira ele ao contrário.

Diálogos com a coreana - Parte II

- O que vc está fazendo?
- To tentando arrumar meu guarda-chuva que quebrou de novo.
- Os seus guarda-chuvas sempre quebram, né...
- Eh.
- Mas eh bom vc tentar consertar por causa dos espíritos.
- Que espíritos????
- Do guarda-chuva...
- Tem espíritos no meu guarda-chuva???
- Na China, acredita-se que alguns objetos atraem espíritos. E o guarda-chuva atrai muitos.
- E todos os que eu joguei fora??? Os espíritos vao junto ou eles ficam sem-teto?
- Nao sei bem, mas acho que eles procuram outro objeto que atraia.
- Como o que por exemplo?
- Os armários.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Have fun

Agora imagine-se dentro de um shopping, comendo em sossego seu sanduíche com fritas na praça de alimentação, quando, não mais do que de repente...



Esses caras vivem fazendo coisas desse tipo. É um grupo chamado ImprovEverywhere. A cena aí de cima foi num shopping em Los Angeles. Ao todo, 16 loucos caracterizados como funcionários do shopping começaram a cantar de repente, pedindo um singelo guardanapo. As vozes eram amplificadas por microfones sem fio ligados no sistema de som da casa.

A propósito

Ah, Porciúncula!

Terra de Friaça, glória do noroeste fluminense! Altiva e altaneira como tem sido ao longo de toda a história!

Como é que alguém larga tudo isso pra viver naquele estranho país cortado pelo meridiano de Greenwich?

A solução é Porciúncula

Os britânicos e os norte-americanos são difícieis mas os espanhóis estão realmente me assustando. Espero que um dia eu ainda possa voltar à Espanha sem temer ser presa, expulsa ou chamada de prostituta.

***

Agora uma licencinha ao Rio, Londres, Madri e outras cidades complexas para deixar a Lusoca cheia de orgulho.

terça-feira, 4 de março de 2008

Lavando a roupa suja

Essa a Hansen, censurada pelo websense, pede para postar.

sábado, 1 de março de 2008

Sábado de todas as notas

De aniversário do Rio. De 50 anos de bossa nova. De dó pela chuva que durou toda a manhã. E até mesmo de sol, que hoje chegou tarde, talvez pra solfejar durante o show de Ipanema, logo mais.

Sábado de sol

Bossas, lugares e trilhas


Se alguém por acaso for ao show "Bossa nova 50 anos", que acontecerá hoje à noite na Praia de Ipanema, conte-me depois como foi. Não imagino nada muito animado, mas acharia no mínimo agradável prestar atenção no repertório escolhido para recordar o gênero em seu mais inspirador cenário. O ícone da bossa nova João Gilberto, que também prefere distância da plebe, obviamente não estará lá, mas seus coleguinhas Menescal e Carlos Lyra, sim. João Gilberto comemorará em alto estilo, com shows no Carnegie Hall, em Nova York, num festival de jazz na Itália e em alguns megashows em Tóquio, como contou por esses dias Ancelmo Gois. Enquanto estava em busca da batida perfeita, entretanto, o baiano João Gilberto achava que o Rio de Janeiro era o lugar certo para estar.

Bons tempos, que eu não vivi, e provavelmente não viveria, a não ser que fizesse parte da nata da sociedade carioca da época. Curto a bossa nova hoje, tempo em que embala trilhas de telenovelas e filmes internacionais descolados, como o queridinho do momento "Juno", que traz na primeira cena a voz de Astrud Gilberto cantando Tom e Vinícius.

"Juno", aliás, é fofo demais (entenda-se excessivamente).